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sábado, 17 de novembro de 2012

A importância dos informantes.


O serviço investigativo se dá na colheita de informações.
Essas informações são obtidas de diversas formas.

Uma figura conhecida e de grande importância é o informante.
Em alguns casos, o informante fornece elementos com algum interesse.

Há exemplos de traficantes que entregam outros traficantes.
Há exemplos de pessoas que buscam tirar proveito da situação.

Há aqueles que acreditam que, contribuindo conosco, ficaram imunes à nossa ação.
Ledo engano.

Não afirmo aqui que isso não ocorra, mas, felizmente, não presenciei nada do tipo.
Mas há aquelas pessoas que simplesmente querem ver o crime longe de suas casas e acabam passando informações.

O informante pode contribuir de forma eventual ou permanente.
Eventual quando vê algo de que suspeita ou tem certeza da ilicitude e procura ou telefona para a polícia.

Nesse caso, quando o informante conhece algum policial, procura diretamente por essa pessoa.
Seja em ambiente de trabalho, seja em casa.

Se não conhece, geralmente efetua ligação para a Delegacia e passa a informação, de forma anônima.
De posse da informação passada, fazemos uma certidão relatando tudo.

Ela é repassada ao Delegado, que decide a relevância e o que deve ser feito.
Mas também há os informantes que contribuem de forma permanente.

Contribuem ou por conhecer os sujeitos relacionados ao crime, ou pelo fato de o crime acontecer no meio onde vive.
Mas, claro, isso são pequenos exemplos.

Há N fatores que levam alguém a ser um informante.
E há que se ter o cuidado de filtrar tudo o que nos é passado.

Não acreditar em tudo, mas não desmerecer nada antes de confirmar as informações.
Como disse, o informante, geralmente, fideliza suas informações a alguém.

E não adianta, se ele não tiver confiança plena em outro policial, não vai falar.
Na condição de novato e de não estar na minha cidade natal, ainda não possuo informantes.

Frequentemente saio da sala quando informantes aparecem.
Evito causar algum receio e fazer com que a pessoa tema, por algum motivo, minha presença.

Certamente, com o tempo, terei meus próprios informantes.
Por enquanto, me concentro em observar como eles agem e os motivos pelos quais nos ajudam.

Assim, espero poder fazer um bom trabalho quando chegar minha vez.