Estruturais, organizacionais, físicas, pessoais.
Mas, em princípio, para melhorar e agilizar o trabalho.
Mudanças quase sempre são complicadas, mas quase sempre
necessárias.
Mais pessoas trabalharão onde havia maior demanda.
Trabalhei o dia todo em função dessas mudanças, tentando me
organizar.
Realizei uma oitiva apenas.
Ontem, foi um pouco mais corrido.
Pela manhã um levantamento em local de furto arrombamento.
À tarde, duas oitivas e três reconhecimentos por fotografia.
Semana passada realizamos um reconhecimentos diretos.
Como e difícil encontrar pessoas dispostas a colaborar e
atuar como coadjuvantes.
Para quem não sabe, colocamos o suspeito mais quatro
pessoas, preferencialmente com as mesmas características.
Claro que nem sempre isso é possível.
Cada um deles segura uma placa, um papel, com um número, de
um a cinco.
O reconhecedor entra na sala, analisa e indica o número do
possível reconhecido.
Há, ainda, a necessidade de suas testemunhas, acompanhando
todo o procedimento.
Se houver mais de uma vítima, elas não podem manter contato
depois de se submeterem ao procedimento.
Havendo contato, devem ser mudados os lugares dos
participantes.
Para conseguir os coadjuvantes, vamos até o Plantão e
verificamos a disponibilidade das pessoas que ali estão.
Não havendo pessoas ali, vamos para a frente da Delegacia e
abordamos as pessoas que passam por ali, explicamos e pedimos auxílio.
Nem sempre somos atendidos, pelas mais diversas desculpas.
Há a possibilidade de se requisitar alguém, mas acredito que
isso deve ser feito em casos extremos, onde há a real necessidade de pronto
atendimento.
No caso, saímos e pedimos ajuda para alguns “chapas” (homens
que trabalham descarregando cargas).
A exigência? “Sai um Coca pelo menos?”
Negar um refrigerante para alguém que irá ajudar, não é
conveniente, ainda mais presumindo-se que ninguém vá de boa vontade.
Fazemos uma “vaquinha” e pagamos um refrigerante para eles
depois.
Isso também faz parte.