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sábado, 5 de janeiro de 2013

Nem tudo são flores...



Escrito por Tanise Dal Santo Pes*


Esse texto é especialmente para a mulherada.

Acordei as 06:30 da manhã porque era dia de lavar o cabelo e isso requer tempo.

Aliás, muito tempo.

Cabelo lavado, escovado e uma chapinha para garantir o liso perfeito, e lá se vai uma hora e meia de tempo perdido.

O dia estava lindo, um céu super azul e o calor já estava forte.

Fui trabalhar e a manhã passou tranquila e serena.

Quando volto às 13:30, o tempo já havia mudado e o céu estava escuro.
Vinha chuva pela frente.

Começa a chuva e vem o trabalho, cumprir um mandado de busca e apreensão.

Bóra lá cumprir então!

Chegamos na casa e a chuva não dava sossego.
 
Mas nessas horas, nada de pensar em se defender dos pingos, a responsabilidade fala mais alto.

Cada cômodo da casa tinha uma surpresa: BARATAS, do tamanho e do jeito que vocês possam imaginar.

Sem medo e, principalmente, sem nojo, ia matando cada uma que atravessava meu caminho.

Porém, nem tive como contar quantas matei, pois, na certa, ia perder as contas.

Busca feita, material apreendido e missão cumprida. 

Hora de voltar para casa.

Antes de tomar aquele banho uma rápida olhadinha no espelho:

MEU DEUS!!! Cadê o cabelo liso??? 

Foi-se com a chuva. 

Porém, mal sabia eu que o pior ainda estava por vir.

Uma coceira começa no tornozelo, vou conferir e vem o susto: PULGAS.

Isso mesmo, PULGAS, muitas mordidas delas, impossível contar quantas foram. 

Se haviam tantas baratas na casa, era lógico que teriam pulgas também, mas na hora da adrenalina da situação ficava difícil de nota-lás.

Resultado do dia: sem cabelo liso, genocídio de baratas e as pernas pintadas por pulgas. 

Realmente meninas, nem tudo são flores na vida policial.



*Inspetora de Polícia lotada na cidade de Uruguaiana