Páginas

Mostrando postagens com marcador criminalidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador criminalidade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de maio de 2013

Crimes diminuindo

Ainda estamos envolvidos com os procedimentos da Operação.

É realmente algo bem complexo e demorado, mas superaremos.
Pela manhã ficamos envolvidos buscando elementos para desvendar a autoria de um roubo ocorrido em um estabelecimento comercial ontem à noite.

Durante a tarde, em uma dessas diligências, abordamos um grupo de indivíduos no interior de uma praça.
Deixamos a viatura distante e entramos na praça caminhando, meio que escondidos, de forma que só nos vissem quando já estivéssemos bem perto.

E deu certo. Quando notaram nossa presença já estávamos “em cima” deles.
Em revista pessoal no primeiro indivíduo, encontramos certa quantidade de maconha.

Algemei-o e o outro colega seguiu na revista, mas nada mais foi encontrado.
Levamos para a Delegacia para lavratura do flagrante pro tráfico de drogas, já que o argumento de que era usuário não colou.

Nos últimos dias dediquei-me e elaborar uma tabela com estatísticas dos crimes contra o patrimônio registrados nos últimos meses.
Maior atenção para os furtos, roubos e estelionatos, já que são delitos mais comuns por aqui.

Dentro dos furtos, discriminei aqueles em residências, em veículos, de veículos, em estabelecimentos comerciais, e “outros furtos”.
Nos roubos, discriminei aqueles contra pedestres , contra estabelecimentos comerciais, de veículos e em residências.

Depois disso, utilizei o Excel para transformar todos os dados em uma tabela, primeiro geral, depois discriminada.
Foi interessante ver como o índice de crimes contra o patrimônio tem diminuído nos últimos meses.

Roubos saíram de uma média de mais de quinze por mês para menos de cinco.
O índice de furtos caiu um terço mês passado e possivelmente vai cair ainda mais este mês se seguir com a média atual.

O segredo?
Ainda estou tentando descobrir.

Na verdade, criei a tabela exatamente para verificar o que leva a essa sazonalidade, embora já tenha em mente algumas hipóteses.
O fato de termos “destapado” algumas autorias e pedido a prisão preventiva dos acusados, que continuam presos, ajudou bastante, principalmente na diminuição dos roubos.

O mesmo vale para os autores dos furtos, embora estejam presos por este e por outros motivos, já que dificilmente ficam presos por responderem por furtos (infelizmente).
Assim que encerrar este mês, poderei ter dados mais concretos da diminuição dos crimes contra o patrimônio.

Vamos ver o que poderá ser extraído dessas informações.
Tudo em prol da diminuição da criminalidade.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Diminui de um lado, aumenta de outro...


A cidade movimentou-se nos últimos dias.
Talvez pelas festas de fim de ano.


Talvez pelo calor.
Digo isso pois, em ambos os casos, o consumo de bebida alcoólica aumenta e, com ela, o número de crimes dispara.


Principalmente os relacionados à Lei Maria da Penha.
Não bastasse o homicídio de alguns dias atrás, nesse feriadão ocorreu mais um homicídio e duas tentativas de homicídio.


E já fui avisado que em janeiro e fevereiro isso fica mais comum.
O índice de crimes graves dispara.


Talvez pelos motivos que mencionei acima, mas, logicamente , associados a outros.
Os assaltos, por outro lado, diminuíram, por enquanto.


Muito em função do nosso trabalho direcionado a isso, elucidando autorias e prendendo preventivamente os acusados.
No próximo mês alguns remanejos acontecerão em virtude de férias de colegas.


Mudando um pouco der assunto.
Triste ver a má vontade das pessoas para colaborar com o nosso trabalho.


Falo isso de um modo geral, pois, claro, existem exceções.
Há pessoas que nos procuram para ajudar, dar informações.


No entanto, há vítima de crimes com extrema má vontade na colaboração conosco.
Acham ruim deslocar-se até a Delegacia por algumas horas para dar maiores detalhes, olhar algumas fotos, enfim, fazer um pouco de esforço pra solucionar o crime.


Grande parte disso é justificado pelo “medo de se incomodar”, de ser perseguido pelo autor do delito.
Argumento dizendo que pior ainda é ele continuar solto repetindo os mesmos atos com outras pessoas ou com as mesmas.


Mesmo assim, há certa resistência.
Grande parte delas, aliás, em casos de furto ou roubo, nem se interessa se o indivíduo foi preso.


Apenas querem seus objetos de volta.
Triste ver esse tipo de atitude, já que uma colaboração maior facilitaria o nosso trabalho e, possivelmente, melhoraria a sensação de segurança como um todo.