Não pude escrever ontem.
Mas foi um dia interessante.
Na noite de terça para quarta-feira, finalmente, caiu um dos
principais assaltantes do centro da Cidade.
Já sabíamos quem era.
E ele estava ficando descuidado e cada vez mais atrevido.
Era questão de tempo para ser pego.
Após praticar mais um assalto, foi perseguido por populares,
pelos colegas da Brigada militar e por uma equipe da Polícia Civil, que o
prenderam escondido em um pátio de uma casa deitado atrás de um pé de
bananeira.
A notícia da prisão correu logo e algumas vítimas
compareceram na Delegacia.
Até mesmo as que, até então, não haviam registrado
ocorrência.
Nos organizamos e deixamos tudo pronto para realizar o
reconhecimento pessoal no turno da tarde.
Oito vítimas compareceram.
As oito reconheceram.
E ainda há mais vítimas!
A prisão foi um alívio para todos.
Há a possibilidade de que estivesse praticando um ou dois
assaltos, no mínimo, por dia.
Com os reconhecimentos, certamente ficará um bom tempo
fechado.
Tudo isso deu uma correria danada.
Arrumar pessoas para auxiliar como coadjuvantes no
reconhecimento.
Mais duas testemunhas...
Mas deu tudo certo.
Hoje, no turno da tarde, fomos cumprir um mandado de busca e
apreensão no interior.
As notícias recebidas não eram boas.
Poderia haver recalcitrância.
Então, fomos em cinco policiais, em duas viaturas.
Todos com colete, todos armados, todos atentos.
Ao chegar, apenas uma mulher com uma criança pequena estava
na casa.
Na verdade, haviam duas casas na granja.
Mostramos o mandado e ela prontamente auxiliou, nos levando
para uma das casas, onde, supostamente era o endereço que procurávamos.
Enquanto entrávamos na casa, ela saiu dizendo que iria
buscar o filho pequeno, para não deixá-lo sozinho.
Um colega mais experiente, orientou uma colega a segui-la.
E ela foi.
Apressou o passo para tentar alcançá-la.
Entrou na casa a tempo de vê-la esconder uma arma embaixo de
umas roupas.
Não era a que buscávamos, mas, diante disso, foi apreendida.
Todos conduzidos para a Delegacia.
A arma, conforme o dono, possuía registro.
E isso foi confirmado posteriormente.
A mulher, assustada, pensou estar ajudando o marido fazendo
o que fez.
Não vi o desfecho, pois não acompanhei o registro e as
oitivas.
Mas acredito que foram liberados após o registro.
De qualquer forma, ficou o aprendizado de não descuidar
nunca.
Em nenhum momento.
Em nenhuma circunstância.