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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Trabalhando no Carnaval


Fomos às 21h de segunda-feira para o Porto.
A cidade faz divisa com uma cidade argentina.


A fronteira é feita pelo rio Uruguai, um dos maiores do Rio Grande do Sul (senão o maior).
Há a ponte internacional, que faz a ligação entre os dois países, mas há o “Porto”.


O Porto é o ponto de encontro de muitos e o local com a maior concentração de pessoas no Carnaval.
Isso exige muito policiamento.


Por isso, Polícia Civil e Brigada Militar se juntam para que a segurança como um todo saia a contento.
Trabalhamos identificados, com camiseta da Polícia Civil e o colete a prova de balas.


Uma Delegacia Móvel foi montada no Porto para pequenos registros.
Flagrantes continuariam sendo registrados na Delegacia “fixa”.

Policiais de Santiago foram designados para a tarefa na Delegacia Móvel.
Outra equipe ficaria no apoio, a disposição, fazendo o transporte dos flagrantes até a Delegacia de Polícia.


Toda a área do Porto, que não é pequena, foi cercada por grades de meia altura.
Havia Policiais Militares em quase toda a sua extensão.


Havia apenas duas entradas e saídas.
Em ambas, homens e mulheres eram revistados.


Quando chegamos fui designado, juntamente com outro colega, para ficar na entrada principal, ajudando os Policiais Militares a revistar as pessoas que chegavam.
De início, poucas pessoas chegavam. Logo, blocos inteiros chegavam ao mesmo tempo, formando filas.


Fui o mais educado possível.
“Boa noite, com licença”, revistava, nada encontrado, “boa festa!”.

Mesmo assim, pude perceber como há pessoas que se incomodam, injustificadamente, com a revista pessoal.
Era visível que todos, eu disse TODOS, estavam sendo revistados.


Qual o motivo, então, para reclamar de uma revista que está sendo feita exatamente para que nada de ruim aconteça para “as pessoas de bem”?
Sim, pois o “pessoa de bem” é muito utilizado como argumento para reclamar de uma revista, como se isso viesse escrito na testa de cada um.


Por vezes, era preciso ser mais ríspido, para responder uma grosseria.
Mesmo assim, não sei ser mal educado, não faz parte da minha personalidade.


Me abstenho e procuro não discutir ou ficar dando lição de moral.
Depois de mais de duas horas ali, trocamos com outros colegas.

Fomos fazer a “ronda” em dupla.
Ficamos andando por toda a extensão do porto, fazendo um policiamento ostensivo, mesmo que essa não seja nossa formação.


Não havia muito a ser feito a não ser ficar andando, parar por alguns momentos, e continuar a caminhar.
Já passava da meia noite e tudo seguia tranqüilo, sem nenhum incidente.

Pela primeira vez, ouvi cantadas em função da profissão.
Mas não foram apenas para mim, vários colegas relataram o mesmo.

Quase no final da festa, algumas pequenas brigas iniciaram, mas foram prontamente debeladas.


Outros incidentes ocorreram no resto da Cidade, alguns graves, mas pouquíssimas ocorrências ocorreram no Porto durante os três dias.
Isso mostra que, não importa o número de pessoas, quando há planejamento, organização e disponibilidade de pessoal e equipamentos, sempre haverá um bom trabalho.

Passava das 05h quando fomos embora, mas a Brigada Militar ficou mais um pouco para tirar todas as pessoas do Porto e entregar o lugar "limpo".

Fiquei muito cansado de ficar de pé a noite toda, mas valeu a pena.

Sentimento de dever cumprido.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Trabalhar no Carnaval.


Fiquei sem computador ontem, por isso não postei.
Nada de muito marcante ontem, mas aprendi uma coisa:

Pessoas escondem objetos onde menos imaginamos, por isso, revista minuciosa sempre.
Temos de nos acostumar a lidar com o possível constragimento de fazer esse tipo de revista para o bom desevolvimento do nosso trabalho.
Também percebo o quanto a rigidez da Lei Seca ainda é ignorada por algumas pessoas.

Fianças mais altas, uma noite na prisão, e todas as outras incomodações decorrentes disso parecem não bastar para que as pessoas deixem de tomar “um traguinho” quando estão dirigindo.
Hoje encaminhei todos os documentos para receber a diária relativa a ida a Porto Alegre semana passada.

Hoje, pequenas diligências fora da Delegacia e, de resto, trabalho interno.
Também já fiquei sabendo que precisarei trabalhar em uma das noites de Carnaval.

Será montada uma Delegacia Móvel no lugar de maior concentração de pessoas.
Estaremos, em tese, bem reforçados no quesito policiamento, com policiais civis e militares de outras cidades vindo como reforço.

Trabalhar enquanto os outros se divertem.
Faz parte!