Gostaria de saber como vocês foram na prova, o que acharam das provas, dificuldades tanto na prova quanto no deslocamento, hospedagem, localização do local de prova, entre outras considerações.
Se quiserem escrever um pouco mais e colocar entre as postagens, aceitarei de bom grado.
Grato a todos!
O quotidiano de um Policial Civil novato. Relatos sobre as novas experiências como policial e as dificuldades encontradas na nova cidade.
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domingo, 18 de agosto de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Abrindo mão de algumas coisas
Quando dizemos que abrimos mão de algumas coisas por causa da profissão, não estamos mentindo.Sabia que isso me afetaria em algum momento.
E esse momento chegou.
Depois de quatro anos afastado do principal festival de artistas amadores da América Latina, o ENART, tinha decidido voltar a participar e já havia passado pela fase Regional.
No entanto, as atividades profissionais acabaram adiando a participação para o ano que vem.
Faz parte.
Foi a primeira vez, mas certamente não será a última.
Estejam prontos, pois isso também vai acontecer com vocês.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Discurso de formatura - Vídeo
Compartilho com vocês um vídeo do meu discurso de formatura da ACADEPOL 2012 (finalmente).
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Uma hora, isso ia acontecer...
Na quinta-feira passada, entre outras atividades, fomos
cumprir um mandado de busca e apreensão na casa de um investigado pro tráfico.
Sabemos que ele trafica, mas precisamos provar.
Reviramos toda a casa, procuramos nos lugares mais
improváveis.
No entanto, não encontramos nada.
Ele é aquele mesmo do sorriso debochado, que eu referi em
outra postagem tempos atrás.
Na saída, tivemos que agüentar o mesmo sorriso debochado.
Mas uma hora ele cai.
Na sexta-feira, passei por situações que imaginei que
passaria em algum momento.
Íamos para casa, perto do meio dia, um colega novato, um
estagiário e eu.
Quando cruzávamos por uma praça conhecida da cidade,
avistamos um rapaz acendendo um baseado.
O almoço iria esperar.
O colega e eu decidimos abordá-lo.
Voltamos, abordamos, revistamos e o identificamos.
Como não possuía mais nada, o conduzimos até a Delegacia
para o registro por posse de entorpecente.
Fomos a pé mesmo.
Ele utilizava muletas, por isso não o algemamos, apenas o
acompanhamos de perto.
Realizamos o registro com o plantonista e fomos embora.
À noite, fora do expediente, estava eu saindo do condomínio quando
notei a aproximação de um homem próximo ao portão.
Já fiquei prestando atenção nele.
Quando fechei o portão e ele me viu, veio em minha direção
de um jeito estranho e me disse “o meu, me arruma dez pila”.
Imediatamente levei a mão à cintura, mas não saquei a arma.
Disse a ele que não tinha nada e o mandei embora.
Ele insistia e o cheiro de cachaça ficava evidente.
Diante da insistência e desconfiado da atitude dele,
levantei a camiseta e empunhei a arma, mas não a saquei.
Vi que ele percebeu e disse “o meu, não sou ladrão nem
assaltante!”.
Mas eu ainda tinha minhas dúvidas, então continuei o
mandando embora, pois não o conhecia e não lhe daria dinheiro.
Desviei dele e fui até o carro, sempre cuidando a
movimentação dele, mas ele não insistiu mais.
Consegui contornar a situação de uma forma relativamente tranqüila,
embora tensa por momentos.
Talvez se não fosse policial, não ficaria tão tenso, sei lá.
Mas o fato de ficarmos o tempo todo tomando cuidado,
trabalharmos diariamente com o crime, nos deixe assim.terça-feira, 4 de junho de 2013
Dias diferentes
Ontem e hoje foram dias bem distintos.
Ontem trabalhei muito, mas hoje o dia foi mais tranqüilo.
Ontem dediquei-me a esclarecer todas as dúvidas acerca das “Interceptações
Telefônicas”.
Liguei para as operadoras e percebi que cada uma delas
possui seu próprio modo de cadastrar o receptor das ligações em um sistema
chamado VIGIA.
Há o sistema VIGIA em cada operadora e ele é utilizado para
que tenhamos acesso a diversas informações durante as escutas.
Outra informação que eu desconhecia é o fato de que após
achegada do CD com as conversações, deve ser solicitada nova senha para acesso.
Acabei elaborando um passo a passo de todo o procedimento,
do início ao fim, de todas as providências a serem tomadas, para que todos
tenham acesso.
Nem todos fazem escutas, mas não se pode excluir que se vá
precisar algum dia.
Também não seria sensato amealhar diversas informações e não
compartilhá-las.
Hoje, como disse, o dia foi mais tranqüilo.
Não trabalhei com nada mais específico.
Fiz diversas pequenas atividades, principalmente organizando
e juntando documentos em procedimentos, já que não pude fazer isso ontem.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Novo concurso autorizado!
Como muitas pessoas me perguntam sobre o concurso da Polícia Civil aqui no Estado, posto aqui uma ótima notícia:
"O governador Tarso Genro assinou, na tarde desta quinta-feira, a autorização para concurso público da Polícia Civil. Serão 350 vagas para inspetor e 350 para escrivão. Os primeiros 400 devem ser chamados no primeiro semestre de 2014 e o restante, até o final do ano.
O valor do salário inicial e os requisitos necessários para concorrer às vagas ainda não foram divulgados.
Os novos policiais se somam aos outros 2 mil soldados da Brigada Militar que serão contratados também em 2014. Até o final de abril, outros 2,5 mil agentes da BM, selecionados em concurso realizado no ano passado, chegam às ruas de todo o Estado.
A assinatura ocorreu no gabinete do governador, no Palácio Piratini, e contou com as presenças do chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, do subchefe de Polícia, Ênio Gomes de Oliveira, e do comandante-geral da Brigada Militar, Fábio Duarte Fernandes".
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/policia/noticia/2013/04/governo-autoriza-concurso-para-700-policiais-civis-4095861.html
"O governador Tarso Genro assinou, na tarde desta quinta-feira, a autorização para concurso público da Polícia Civil. Serão 350 vagas para inspetor e 350 para escrivão. Os primeiros 400 devem ser chamados no primeiro semestre de 2014 e o restante, até o final do ano.
O valor do salário inicial e os requisitos necessários para concorrer às vagas ainda não foram divulgados.
Os novos policiais se somam aos outros 2 mil soldados da Brigada Militar que serão contratados também em 2014. Até o final de abril, outros 2,5 mil agentes da BM, selecionados em concurso realizado no ano passado, chegam às ruas de todo o Estado.
A assinatura ocorreu no gabinete do governador, no Palácio Piratini, e contou com as presenças do chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, do subchefe de Polícia, Ênio Gomes de Oliveira, e do comandante-geral da Brigada Militar, Fábio Duarte Fernandes".
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/policia/noticia/2013/04/governo-autoriza-concurso-para-700-policiais-civis-4095861.html
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Trabalhar no Carnaval.
Fiquei sem computador ontem, por isso não postei.
Nada de muito marcante ontem, mas aprendi uma coisa:
Pessoas escondem objetos onde menos imaginamos, por isso,
revista minuciosa sempre.
Temos de nos acostumar a lidar com o possível constragimento de fazer esse tipo de revista para o bom desevolvimento do nosso trabalho.
Também percebo o quanto a rigidez da Lei Seca ainda é
ignorada por algumas pessoas.
Fianças mais altas, uma noite na prisão, e todas as outras
incomodações decorrentes disso parecem não bastar para que as pessoas deixem de
tomar “um traguinho” quando estão dirigindo.
Hoje encaminhei todos os documentos para receber a diária
relativa a ida a Porto Alegre semana passada.
Hoje, pequenas diligências fora da Delegacia e, de resto,
trabalho interno.
Também já fiquei sabendo que precisarei trabalhar em uma das
noites de Carnaval.
Será montada uma Delegacia Móvel no lugar de maior
concentração de pessoas.
Estaremos, em tese, bem reforçados no quesito policiamento,
com policiais civis e militares de outras cidades vindo como reforço.
Trabalhar enquanto os outros se divertem.
Faz parte!terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Plantão tranquilo
O Plantão de sexta-feira foi
extremamente tranqüilo.
Ocorrências simples durante o
expediente e poucas fora do expediente normal.
Denúncias anônimas pelo telefone
197, com posterior informação através de certidão, que é remetida ao Delegado
para despacho.
O dia seguia tranqüilo.
Fechamos a Delegacia por volta da
meia noite, mas continuamos acordados.
Quando não há DPPA, a Delegacia é
fechada, mas isso não impede que ocorrências sejam registradas.
A Brigada Militar ou pessoas que
queiram registrar ocorrência, batem na porta ou ligam para o 197 e nós
atendemos prontamente.
Como não havia mais movimento,
deitei por volta das 02h.
Juntei umas cadeiras estofadas e
dormi em uma salinha com ar-condicionado.
Como a sala é bem na frente da
Delegacia, eu escutava tudo o que se passava na rua.
Qualquer conversa, qualquer
barulho de carro passando, me fazia pensar que era um flagrante chegando.
Dessa forma, custei a dormir.
Por volta das 04h fomos acordados
pela Brigada.
Um flagrante de desacato.
Como gera termo circunstanciado,
o autor fica detido somente enquanto é lavrada a papelada, sendo liberado logo
depois.
Tudo feito, deitei mais um pouco,
mesmo sabendo que logo mais teria que acordar.
Esse “deita, levanta” acaba com
quem não está acostumado.
Após o Plantão, lavra-se uma
espécie de ata, informando tudo o que foi feito, apreendido, arrecadado,
quilometragem de viatura utilizada, ocorrências registradas, entre outros
eventos.
O colega que assume, confere o
livro e recebe o Plantão.
Com os três dias de folga
relativos ao Plantão, não trabalhei ontem.
Longe da SI sexta e segunda,
perdi alguns eventos, dos quais pude me inteirar somente hoje.
Com o parceiro antigo de volta,
hora de passar o andamento dos procedimentos do cartório.
Muita conversa o dia todo com os
colegas que estão voltando.
A nível de produtividade não
rendeu tanto, com exceção de uma grande oitiva.
Amanhã, renderei mais.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Resposta ao texto "O risco da valentia" de Humberto Trezzi
Tomei a liberdade de compartilhar o texto postado no Facebook pelo Movimento dos Aprovados da PCRS:
"Carta em resposta ao Sr Humberto Trezzi, da Zero Hora.
Sobre seu comentário em uma péssima hora. "O risco da valentia". Vou esclarecer lhe alguns pontos:
Não se trata de valentia, mas sim de uma vontade inabalável de cumprir o
dever, prender o assassino, o ladrão e o traficante e, acredite ai de
cima, não se sabe a hora de se deparar ( usamos farda ostensiva, não
ficamos observando escondidos e nos equipamos de acordo com o que
virá) e pode ser a qualquer instante.
A imensa maioria dos PMs anda em duplas, quando não sozinhos, atendendo estas mesmas ocorrências que podem contar com vários delinquentes e posso lhe garantir que recuo é sinônimo de tiro nas costas.
No caso do colega Policial Civil, se ele deixasse de reagir, provavelmente morreria com um tiro na nuca, como a Soldado Karina, morta ajoelhada dentro de um ônibus, fato tão questionado não pela sua morte, mas pela morte subsequente dos assassinos.
Apesar de alguns pensarem que somos de aço e infalíveis,
podemos nos deparar com alguém mais forte, mais ágil e isso, meu caro,
não constitui falha.
Pois bem, no momento que recebo a notícia
da morte do meu amigo e colega, Marcelo Fogaça, o qual entramos como
Soldados juntos há vinte anos, julgam seu ato, que foi destemido e com
poucos recursos igualmente a todos esses anos, de "valentia". Isso me
soa desrespeitoso, leviano e com um ar de arrogância superior, pois o
Marcelo morreu por gente que nem conhece que viria a ser vítima desse
lixo da sociedade protegido por políticos hipócritas e
pseudo-intelectuais.
Mesmo com a morte do Marcelo Fogaça. lhe
garanto, Sr. Humberto Trezzi, que continuaremos da mesma forma destemida
e "de valentia" e sabe o porquê? Por que é assim mesmo, historicamente
sem equipamentos, viaturas, efetivo, etc, mas com o risco da própria
vida a sociedade, ainda que ingratamente, precisa de nosso sangue".
1º Tenente Renato Andrade
Comandante do Pelotão de Operações Especiais 11º BPM.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Deixou de SERVIR, mas continua a PROTEGER!
Texto escrito por Tiago Gomes*
Hoje, junto com vários colegas, passei por uma
situação que não pretendia enfrentar tão cedo.
O enterro de um colega.
A
perda de alguém que desfruta dos mesmos ideais, mesmos anseios e mesma
motivação que eu, me fez pensar sobre a importância da profissão que
escolhi.
A rotina da atividade policial faz com que acabemos, não raras vezes, nos esquecendo da importância da atenção e do cuidado quando estamos tanto trabalhando, quanto de folga.
Hoje, tenho certeza que muitos, assim como eu, pensaram no que deve ter acontecido para que o colega tenha tido a reação que teve.
Nas nossas
mentes recriou-se o cenário e muitos se imaginaram na mesma posição que
ele ocupava quando do início da tragédia.
Alguns pensaram talvez no
mesmo comportamento, com um final diferente, outros em outro
comportamento mas com o mesmo final; e até o mesmo comportamento com o
mesmo final.
Mas esses pensamentos não passam de pensamentos,
imaginação, mas que a qualquer momento, podem tornar-se realidade.
Por
isso, peço a todos cuidado e atenção, pois não desejo passar por essa
situação tão cedo.
Por fim, deixo aqui a minha homenagem ao Michel, que nos acompanhou nesses 2 anos na busca pelo mesmo objetivo final, e que teve seu sonho interrompido por aquilo que nos dispomos a combater.
Que ele agora deixe de nos SERVIR e passe exclusivamente a nos PROTEGER
nessa nossa caminhada.
*Tiago Gomes é Inspetor de Polícia e está lotado na 2ª DHPP de Porto Alegre.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Feliz Natal!
Difícil escrever algo diferente nesta época.
Tudo que é dito ou escrito, invariavelmente, é clichê.
No entanto, acho que não deveria passar em branco esse dia, sem que eu desejasse a todos os leitores um FELIZ NATAL.
Independete de religião, mas por todo o significado desta data.
Consegui ficar em casa neste Natal.
Não peguei nem plantão, nem sobreaviso.
Na virada do ano, em princípio, também estarei em casa.
Confesso que fiquei procurando uma foto interessante para postar, algo que fugisse da normalidade e remetesse à função policial.
Não foi fácil, mas encotnrei algo melhor do que procurava.
A Polícia Civil de Ijuí promovu o 1º Natal Solidário, levando um Papai Noel nas cores da Instituição.
Acredito que sejam exemplos assim que facilitam a integração entre a Polícia e a Comunidade.
E isto é de fundamental importância.
Abraço a todos os leitores!
Link da reportagem: http://www.jmijui.com.br/publicacao-7927-news2.fire
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