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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Perdendo um colega...


Ontem, durante a tarde, eu estava deitado em casa, recuperando-me de uma virose, quando recebi a notícia.
A Luana ligou com a voz embargada e me disse:

- Perdemos um colega...
- Com assim? Quem?  Perguntei.

- O Michel Vieira – continuou a Luana.
Nosso colega de turma da Acadepol, dois anos mais novo que eu.

Entrou na Academia por força de liminar judicial e, por conseqüente, havia assumido há apenas dez dias.
Apenas dez dias de trabalho na 3ª DHPP de Porto Alegre.

Embora não tivéssemos uma relação muito próxima, senti como se fosse comigo.
Um dia antes ele havia postado no facebook uma foto com o uniforme do DMLU, dizendo que estava indo varrer as ruas da cidade.

Logo pensei “Putz, ele não conseguiu entrar na Polícia Civil”.
No outro dia, fiquei sabendo que era apenas um disfarce.

Já estava trabalhando, investigando.
Ontem, logo após o meio dia, estava na lancheria da família, trabalhando com a mãe.

Dois indivíduos chegaram a anunciaram o assalto.
O que aconteceu a partir daí é mera especulação, mas provavelmente ele reagiu.

Talvez por já ter passado por isso anteriormente.
Talvez pelo ímpeto de reação que todo policial tem.

Talvez por precipitação.
Isso não importa agora, afinal, nunca saberemos.

O que fica é o resultado.
Ele e a mãe foram mortos. Um dos autores do roubo também morreu.

Com certeza fica o alerta para cada um de nós.
O sonho de ser polícia ficou para outro plano, para os que crêem nele, ou simplesmente acabou, para os que não crêem.

Toda a luta judicial, todo empenho na academia, foi ceifado por sete tiros.
Tiros disparados por alguém que não tinha os mesmo sonhos.

E cujos sonhos deverão ficar aprisionados por um bom tempo.
Em nosso íntimo, sabemos que será praticamente inevitável perdermos colegas, seja por causas naturais ou violentas.

O que não esperamos é perdê-los tão cedo, em tão pouco tempo e, ainda, de uma forma tão brutal.
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/policia/noticia/2013/01/mae-e-filho-policial-sao-mortos-a-tiros-em-porto-alegre-4018689.html

17 comentários:

  1. Realmente não esperava esse tipo de notícia tão cedo nesse blog, Luiz. Claro que sabemos que essa profissão tem risco, como a vida é perigosa e isso pode acontecer com qualquer um, como sempre vemos, inocentes morrendo à toa. Ao menos o colega levou um vagabundo pro inferno, infelizmente isso não vai trazê-lo de volta. Agora cabe a vocês caçarem esse vagabundo que acabou com a vida do colega e levarem sofrimento pra família dele também. Tão novo e já na DH, o que colega tinha um belo futuro... Sabemos que nesse tipo de ação os vagabundos agem com a surpresa, todavia, nós policiais não podemos ser surpreendidos! Com esse tipo de acontecimento vale a pena refletir sobre a formação inicial e treinamento contínuo dos agentes policiais. Estar atento sempre, com arma pronta pra tiro, com manutenção em dia pra não falhar! Enfim, é uma droga mesmo, o cara estudar tanto, se esforçar tanto e morrer, mas ao menos ele foi embora tendo conseguido alcançar o objetivo dele e morreu lutando, como um guerreiro!

    Papa Charlie

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  2. A cada dia que passa, avalio ainda mais a situação de andar armado fora de serviço. 99% dos policiais civis morrem quando estão de folga. Teve um caso essa semana no Rj que um inspetor estava saindo de casa e foi abordado no portão. Houve a execução depois que descobriram que o mesmo era polícia. Enfim, uma triste realidade... Sugiro que abra um tópico com informações sobre andar ou não armado. Acho uma discussão interessante. Abraços amigo e força nesse momento. Fique com Deus.

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  3. Colega Jeolopes, desculpe-me, mas acho no mínimo curioso e até mesmo cômico isso que falou. Como algum policial pode pensar desse modo... Como eu sempre falo quando surge esse tipo de conversa após a morte de algum colega: 'não quer andar armado, peça demissão da Polícia!'. Arma é sinônimo de proteção, esse é o fim dela, nos proteger. Vemos, infelizmente, muitas pessoas que não têm como se defender sendo mortas. Logo, se podemos portar armas, devemos portar 24 horas por dia, 360 dias por ano. Até em casa a arma deve estar ao nosso alcance pra caso alguém invada nossa residência. Eu levo minhas pistolas e carregadores sobressalentes até quando vou ao banheiro e elas ficam debaixo do meu travesseiro enquanto durmo. Minha esposa diz que quando estamos juntos ela se sente mais protegida por eu portar armas. O DPF sempre recusa o porte de arma para ela, infelizmente.

    Acabamos vendo vários casos de morte de policiais identificados por bandidos ou em confronto; no entanto, há muito mais casos de policiais que reagem e matam os bandidos e saem vivos! Mas isso os jornais não gostam de mostrar. Como já devo ter escrito umas três vezes aqui nos comentários, por mim, o acesso a armas deveria ser descomplicado para que todo cidadão pudesse ter a sua pistola .380, .40, .45, 9mm, o calibre que quissse, em casa, no trabalho, no carro, na cintura, para se defender de uma injusta agressão, de uma tentativa de roubo. E no caso de policiais, portar armas é obrigatório!

    Se me lembro, o Luiz já abordou um pouco sobre esse assunto e prometeu que escreveria mais, após mais algum tempo de experiência e conversas com colegas.

    Há alguns meses um colega nosso aqui do Rio foi morto na Barra da Tijuca após correr no calçadão da praia, mas infelizmente foi um erro dele. Ele deixou a arma no carro para correr, e por uma infelicidade foi abordado ao abrir o carro; logo, não teve tempo hábil para pegar a arma sem alertar os bandidos que o mataram ao notarem a arma e a tentativa do policial de pegá-la. Foi o que eu disse acima, a arma deve estar sempre conosco, na nossa cintura para pronto emprego, sempre! Enfim, não vejo necessidade de discussão. Polícia tem de andar armado sempre e ponto final, preferencialmente duas e além das armas de fogo, faca tática e bastão expansível tático

    Bom dia e bom serviço para os que iniciam mais um dia, que agora eu vou pro meu merecido descanso! Abraço!

    Papa Charlie

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  4. Luiz, eu já tinha visto essa notícia, foi postada no Facebook. É realmente uma pena isso ter acontecido, não tem como especular nada agora, não adianta debater se ele foi precipitado ou se foi pego de surpresa, isso já não importa mais (importa só a captura desses vagabundos). Que Deus conforte essa família e amigos.

    Papa Charlie, eu penso um pouco diferente de você, policiais são executados quando identificados, se o policial fora do horário de serviço não estiver armado e não estiver identificado (e também não for reconhecido) vai apenas ser assaltado como um cidadão comum, vai na DP, vai fazer o R.O. mas vai preservar sua vida, essa é a regra, óbvio que mesmo com tudo isso ele pode acabar morto também como vemos tanto por aí.

    Eu sou casado e tenho dois filhos pequenos, minha preocupação é reagir e numa provável troca de tiros minha família saia ferida, não me perdoaria nunca. Mas se eu estiver armado, estarei também identificado então serei obrigado a reagir, não terei opção, portanto não sei se é uma boa isso. Já desarmado, acho que tenho mais chances de preservar a vida da minha família, pois não reagirei e caso seja reconhecido vão executar só a mim. Conformismo idiota, eu sei, mas preservarei a vida de minha família (assim espero).

    O fato é que essa discussão vai longe, depende de vários fatores, depende de onde você more, depende de onde você trabalhe, de onde você circule etc, não acho que você esteja errado, mas também não acho que esteja errado quem decidir estar desarmado fora do horário de serviço.

    Eu fui um dos que pedi mais informações sobre isso ao Luiz, sobre os caras casados e com filhos, como fazem? Andam em carro separado da família (assim puxaria "os tiros" para si e preservaria sua família no outro carro), andam armados e que se F... a família, andam desarmados quando estão com a família?
    Tem muitas variantes, o fato é que o policial fica sim vulnerável quando está com a família, estando armado ou não.

    Vou parar por aqui porque essa discussão vai longe.
    Bom descanço para você Papa Charlie e Luiz, força aí amigo, se empenhe em ajudar a família no que lhe for possível (capturando os bandidos, dando conforto etc) e bom trabalho.

    Fábio D.

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  5. São exatamente as minhas palavras Fábio D.

    Abraços irmão !

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  6. Olá Luiz!
    Lamento a morte do colega, mas concordo com Fábio D.
    Na minha opinião, reagir a um assalto é igualar a vida a um bem patrimonial.
    E arma não é para proteção. Arma é para matar.
    um abraço

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  7. Caro colega Fábio, a natureza do serviço policial é peculiar, é necessário internalizar isso. Não querendo ser melhor que os outros, mas nossa profissão é diferente de todas, passamos por muitas coisas que outras pessoas não passarão nem em seu pior pesadelo. E isso exige de nós certos cuidados. Nós policiais trabalhamos diariamente com criminosos perigosos, homicidas, traficantes, pessoas que nos odeiam, que não pensariam duas vezes em nos matar e mesmo nós as prendendo, elas não ficarão presas a vida toda. Insisto: se temos o direito de portar armas, não devemos abdicar dele. Não sabemos quem encontraremos na rua. Policial é sempre alvo. É completamente possível nos depararmos com algum bandido em qualquer lugar e esse nos perseguir e tentar nos matar. Não sabemos, mas pode haver algum bandido ou um grupo de bandidos que planejam nos matar, é comum aparecermos em fotos no jornal, na TV ou simplesmente sermos observados durante o trabalho e ficarmos marcados para morrer. Policial não deixa de ser policial quando está de folga ou férias. Policial é policial 24 horas por dia.

    Eu entendo sua preocupação e ela é legítima, todos nós pensamos nisso. Mas reflita: podemos não estar totalmente protegidos, mas armados não estaremos totalmente desprotegidos. Dependendo da crueldade do bandido que porventura encontre você, ele matará seus filhos e sua esposa antes de matar você, para você sofrer mais ainda antes de morrer. Por isso é imprescindível que você sempre tenha como se defender. No meu caso, minha esposa diz que ela nunca me perdoraria se eu não defendesse a ela e aos nossos filhos. Sabemos que nenhuma proteção é 100%, nunca estaremos totalmente protegidos, mas podemos pensar e fazer muitas coisas antes e evitar tragédias. O que eu faço: conscientizo toda minha família de que sempre estarei armado e reagirei. Instruo esposa e filhos sobre o que devem fazer nesses casos e os treino da melhor maneira possível. Eles sabem o que fazer em alguma emergência, seja em casa, no carro, na rua. Minha esposa sabe atirar e meus filhos sabem que não devem tocar nas minhas armas. Uma constatação curiosa: já aconteceu algumas vezes de amigas da minha esposa recusarem nossa carona após eu falar que estava armado. Já meus amigos pensam totalmente o contrário, gostam de saber que tem alguém armado que pode atirar em algum possível landrão. Enfim, eu uso as situações que temos notícia como estudo de casos, imagino cenários e o que exatamente faria. Sempre treino tiro, conheço bem minhas armas, conheço muito bem o meu carro, treino direção ofensiva. Sempre atento aos detalhes, tentando sempre me antever às situações adversas que podem surgir.

    Na rua, em algum shopping, sempre observo pessoas que se aproximam, se estão nervosas, se têm algum volume na cintura. Em restaurante, sempre escolho uma mesa que dê pra ver a entrada, pois nunca devemos ficar de costas para ela; e que seja perto de alguma saída, já imagino rotas seguras de fuga e várias situações. Praticamente nunca ando de ônibus, mas se for andar, sempre fico no fundo, observando toda a movimentação dentro dele.

    Fábio, aconselho a você pensar mais sobre isso após algum tempo de serviço, com certeza sua opnião vai mudar! E apesar desse espaço não ser um fórum, é interessante discutirmos esse assunto, afinal, é a respeito do nosso maior bem, nossa vida! Não sei se meus argumentos conseguirão influenciar você e outros colegas, mas estou sendo bastante sensato ao escrever tudo isso aqui.

    Continua...

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  8. Continuando...

    É até óbvio o que eu vou dizer, mas não podemos pensar que nada vai acontecer conosco. Lembro-me de um delegado super experiente com mais de 40 anos de Polícia, logo, foi o responsável pela prisão de muita gente, mas não andava armado. Andava totalmente despreocupado e desapercebido. Foi morto com três tiros na cabeça na padaria quando comprava pão, antes de chegar em casa após um dia de trabalho, por um ladrão de carros que ele havia prendido há três anos. Nem preciso dizer que esse ladrão e homicida foi caçado por muitos policiais civis e acabou sendo morto por um inspetor penitenciário de folga quando tentava se esconder no interior de um bar.

    Lamento dizer, mas a verdade é que muitos policiais morrem porque não tomam a devida precaução. Como no caso que falei no comentário acima do Inspetor na praia da Barra. Lembro-me da morte de dois irmãos, ambos Inspetores de Polícia, eles trabalhavam na mesma delegacia e sempre um dava carona pro outro. Ao chegar a casa do irmão, o policial saiu do carro para chamar pelo irmão, mas deixou a janela do carro aberta e um colete escrito Polícia Civil no banco à mostra, dois bandidos chegaram para roubá-lo e um viu o colete de longe; os dois irmãos policiais foram mortos.

    Sobre a situação do ônibus, há alguns anos um suboficial da PM com mais de 20 anos de Polícia que era responsável por uma equipe chamada GPTOU (exatamente um grupo pra prevenir roubos dentro de coletivos) de seu batalhão, foi morto quando voltava pra casa. Ele desrespeitou a regra que eu falei acima, de estar atento à movimentação do ônibus. Ele estava na parte da frente do ônibus, perto do cobrador, viu um bandido conhecido próximo do motorista, imediatamente levantou, sacou a arma e mandou o bandido se render, mas havia um segundo bandido dando cobertura que atirou cinco vezes contra o pm. Novamente, uma morte que poderia ser evitada.

    Continua

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  9. Continuando...

    Em SP, no fim do ano passado, um Investigador de Polícia foi morto ao ser surpreendido em um samáforo. Ele foi morto por um adolescente de 16 anos que havia sido apreendido por esse mesmo policial há cinco dias cometendo roubo. O menor infrator reconheceu o policial que fora o responsável por sua apreensão e atirou várias vezes.

    Mas para não terminar com tragédias, um caso que aconteceu há sete anos. Um Inspetor de Polícia do Rio que na época era lotado na Coordenadoria de Recursos Especiais voltava da balada com quatro mulheres no carro, e claro, ele armado. Ele sempre atento, percebeu uma blitz falsa perto da favela conhecida como Morro dos Macacos, que agora tem uma Unidade de Polícia Pacificadora. Havia quase 10 bandidos e dois com fuzis. O que aconteceu? O habilidoso policial de operações especiais matou os dois que estavam com fuzis M16 e colocou os demais para correr de volta pro morro... O que podemos concluir: estar atento, saber atirar e dirigir bem salvam vidas! Estar preparado é tudo!

    Lia Fonseca, o cidadão comum pode escolher entre reagir ou não reagir. Como já falei acima, há casos em que as pessoas não reagem e morrem, seja por convardia do bandido, por falta de habilidade ao usar armas (dedo no gatilho), por pura maldade mesmo. Já o policial é obrigado a agir! O policial é obrigado por lei a prender quem estiver em flagrante delito, se não o fizer, ele comete o crime de prevaricação. Se arma não fosse para defesa, o Estado não nos daria armas. Experimente, que tal, retirar todas as armas dos PMs que fazem a proteção do seu bairro, da sua cidade. Arma é para impedir que nossos algozes atentem contra nossa vida! Evitar que eles matem pessoas de bem, logo, para nossa proteção! E não se mata apenas usando arma de fogo, vá a uma delegacia e veja a quantidade de homicídios a facada, barra de ferro, paulada na cabeça. Logo, a questão não é somente a arma de fogo, e sim os bandidos violentos que não veem problema em atirar nas pessoas, em esfaquear, bater em suas vítimas. E o maior problema: as pessoas de bem desarmadas...

    Eu sinceramente espero que você nunca passe por uma situação parecida. Mas imagine que você está sozinha, em um local ermo e aparece um sujeito muito suspeito e começa a correr atrás de você com a inteção de estuprá-la e matá-la. Certamente, mesmo que ele esteja desarmado, você não conseguiria defender-se dele (um homem alto e forte), com certeza você desejaria estar com uma arma de fogo na bolsa para cessar essa agressão e voltar pra casa sem ser violentada e viva.

    Infelizmente as pessoas nunca perguntam pra nós policiais quantas pessoas nós salvamos com as armas, sempre falam sobre morte. Com certeza o número de pessoas que salvamos é muito maior. E se matamos, é para salvar vidas! Não sei se a senhorita conhece, então falo aqui a título de curiosidade. A viatura blindada da Polícia do Rio, que do BOPE é conhecida como Caveirão; na Core, da Polícia Civil, nós o apelidamos de Pacificador. Pois quando ele entra na favela, durante um guerra instalada; ele, com seus policiais dentro com fuzis apontados pra fora, trazem a paz de volta àquela comunidade carente que é oprimida por traficantes violentos. Para mim, além de arma ser sinônimo de defesa, de proteção, é também sinônimo de paz ('se vis pacem parabellum').

    Convivo a senhorita a ler um texto e a assistir a um vídeo:

    http://www.mvb.org.br/artigos/ovelhasloboscaes.php

    http://www.youtube.com/watch?v=L_DAGjJkrx0

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  10. Finalizando...

    Sobre roubo, eu penso o seguinte: se nós não temos condições para proteger nosso patrimônio, é o mesmo que nós não o tivéssemos. Não sei se ficou claro, quis dizer o seguinte: se eu tenho um belo carro importado que trabalhei muito para comprar, mas não posso impedir que ele seja roubado, é como se eu não tivesse esse bem, porque não tenho como evitar que ele seja tirado de mim. Pra mim, vale muito a pena, sim, reagir a um tentativa de roubo. O Estado é extremamente irresponsável em dizer que as pessoas não devem reagir, tornando-as ainda mais indefesas, fracas e dando mais liberdade pros bandidos. Eu lamento ao ver os PMs falando que ninguém deve reagir... É como se os bandidos estivessem certos e as pessoas trabalhadoras erradas. A TV tenta justificar o latrocínio praticamente acusando a vítima de ter sido irresponsável e não ter agido conforme o bandido espera. É uma completa inversão de valores! Em vez da TV mostrar como ser vítima, como entregar o carro sem ser morto, deveria mostrar como reagir a roubos eficientemente, como desarmar bandidos, como prendê-los. Deveria incentivar a reação! Afinal, todo cidadão pode prender em flagrante delito. Não somos nós quem devemos viver presos em condomínios de máxima segurança, vigiados, acuados. E sim os bandidos na cadeia!

    Desculpem-me se escrevi muito, mas como diria Voltaire, escrevo muito porque não tenho tempo para ser breve.

    Abraço!

    Papa Charlie

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    1. Olá Papa Charlie!
      Eu não discordo do seu ponto de vista, aliás, concordo em vários aspectos. Só que, eu, hoje, não acho prudente reagir a um assalto à mão armada. Pode ser que depois do treinamento adequado eu possa ter outra opinião. Ou manter a mesma.

      Acredito que o policial tenha o dever legal de agir sim, mas não acho que ele deva sacrificar a própria vida ou colocar a de outros em risco, reagindo, por exemplo, a um roubo de carro. Para isso pagamos seguro.
      Já fui vítima de um sequestro onde um dos sujeitos estava armado e colocou a arma na minha cara. Percebi que eles só queriam o carro e não reagi. No dia seguinte acionei o seguro, e correu tudo bem (com exceção da quadrilha de reboquistas). Como eles revistaram minha bolsa durante o sequestro, tenho certeza que se houvesse uma arma dentro dela, eu teria morrido.
      Eu não sou contra o uso de armas, ou não estaria concorrendo a uma vaga de policial. Sou contra a população comum ter acesso à arma.

      Sobre o exemplo do caveirão e os policiais armados, achei equivocado, uma vez que você está citando uma operação policial, e não policiais à paisana e de folga como foi o caso do colega morto...

      Quanto a escrever muito, continue assim. O debate é fundamental!
      Um abraço

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  11. Bela explanação Papa Charlie, mas assim como a Lia, não concordo com tudo que você falou. Já tive arma apontada para mim, quem apontou se disse policial (segurança à paisana), mas na hora como você pode ter certeza, eu poderia ter reagido e um dos dois teria morrido (isso na porta da imobiliária quando fui entregar as chaves de uma casa que eu havia alugado).

    Hoje minha opinião é essa, mas pode mudar, com certeza, vai depender do meu dia a dia depois de nomeado.

    Sobre o ônibus, imagine quantas vidas estarão em risco no caso de uma reação, você pode ser um exímio atirador, mas os bandidos não e estes podem ferir pessoas (a culpa vai recair sobre você).

    Finalizando, há muitos pontos a favor, mas há muitos pontos contra também, pode ser que eu mude de opinião, mas hoje eu sou contra.

    Uma curiosidade, você vai à praia com sua família?

    Abraço
    Fábio D.

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  12. Não ficou muito clara uma frase minha:
    "Finalizando, há muitos pontos a favor, mas há muitos pontos contra também, pode ser que eu mude de opinião, mas hoje eu sou contra."

    Quis dizer que hoje eu não andaria armado fora do horário de serviço se estiver com minha família, a não ser que andemos em carros separados, eu atras fazendo a segurança deles, aí é um caso a se pensar.

    Abraço
    Fábio D.

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  13. Lia Fonseca, eu estendi um pouco meu comentário porque a senhorita disse que arma não é para proteção. Eu quis demonstrar a importância da arma de fogo e tentar provar que ela é para proteção, sim. Em todos os empregos, como: policial trabalhando em prol da sociedade, defendendo sua própria vida ou mesmo quem não é policial e tem arma, defendendo sua vida ou propriedade. E em muitos casos a pessoa armada nem precisa disparar, apenas mostrando que está armado o criminoso desiste. Ou não precisa matar, como a senhorita disse que é o único fim da arma. Um amigo que tem arma registrada a usou quando tentaram invadir seu sítio, atirou para o alto, fazendo com que todos os bandidos fugissem, não precisou matar ninguém e evitou roubo, humilhação, quiçá, estupro da esposa e filhas. Sucesso no concurso!

    Fábio, não sou muito fã de praia, não vou com frequência, mas já fui várias vezes vezes. Afinal, estamos na cidade maravilhosa e temos as melhores praias do mundo! É só deixar as armas dentro de uma bolsa quando se está apenas com traje de banho, jamais no carro. Até porque se porventura o carro for furtado, levarão as armas também. Enquanto estiver na água, a bolsa deve ficar com alguém de confiança. Bem, o que você disse realmente é uma novidade pra mim. Não sei se seria o mais indicado, só analisando com mais calma. Porque em se tratando de um esquema de proteção profissional, um agente armado no carro da PMI é indispensável.

    Bom fim de semana a todos!

    Papa Charlie

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  14. Em relação à essa questao de andar armado ou não, tenho muitas dúvidas, mas tenho me inclinado bastante a andar desarmada. Alias, meu pensamento é praticamente o mesmo do Fabio: Machucar as pessoas que amo e que estejam comigo naquele momento.

    Enfim, nao é algo que esteja certo e decidido na minha vida, como pode ser que eu mude de ideia, mas hoje eu optaria por andar desarmada.

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  15. Por tudo que vem acontecendo, estou caminhando pra esse lado também. Ainda mais no RJ.

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  16. que isso.. voces sao muito medrosos.. ficam de mi mi mi de nao andar armado... mulher pensar assim beleza.. mas homem, po?? sao homens ou sao o que??? rato? gato? kkkk por isso que tem tanta mulher virando lesbica ai... os homens nao tao sendo homens!! me explica.. voce ta na rua, ai tem uma emergencia qualquer que precisa da força policial.. ai tua mulher fala.. vai la, resolve!.. ou seu amigo.. ai voce tem de explicar que deixou a arma em casa kkkkkk voce nao vai conseguir dormir de tanto arrependimento!!!!! depois que eu entrei pra pmerj a minha pt100 nao desgruda de mim... minha companheira 24 hrs por dia.. armado sempre.. guerra é assim mesmo.. o irmão morreu lutando.. não dá pra vencer tudo na vida.. esse charlie ai parece brabo hein, deve ter sido milico..

    joao

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