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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Resposta ao texto "O risco da valentia" de Humberto Trezzi

Tomei a liberdade de compartilhar o texto postado no Facebook pelo Movimento dos Aprovados da PCRS:
"Carta em resposta ao Sr Humberto Trezzi, da Zero Hora.

Sobre seu comentário em uma péssima hora. "O risco da valentia". Vou esclarecer lhe alguns pontos:

Não se trata de valentia, mas sim de uma vontade inabalável de cumprir o dever, prender o assassino, o ladrão e o traficante e, acredite ai de cima, não se sabe a hora de se deparar ( usamos farda ostensiva, não ficamos observando escondidos e nos equipamos de acordo com o que virá) e pode ser a qualquer instante.
A imensa maioria dos PMs anda em duplas, quando não sozinhos, atendendo estas mesmas ocorrências que podem contar com vários delinquentes e posso lhe garantir que recuo é sinônimo de tiro nas costas.
No caso do colega Policial Civil, se ele deixasse de reagir, provavelmente morreria com um tiro na nuca, como a Soldado Karina, morta ajoelhada dentro de um ônibus, fato tão questionado não pela sua morte, mas pela morte subsequente dos assassinos.
Apesar de alguns pensarem que somos de aço e infalíveis, podemos nos deparar com alguém mais forte, mais ágil e isso, meu caro, não constitui falha.

Pois bem, no momento que recebo a notícia da morte do meu amigo e colega, Marcelo Fogaça, o qual entramos como Soldados juntos há vinte anos, julgam seu ato, que foi destemido e com poucos recursos igualmente a todos esses anos, de "valentia". Isso me soa desrespeitoso, leviano e com um ar de arrogância superior, pois o Marcelo morreu por gente que nem conhece que viria a ser vítima desse lixo da sociedade protegido por políticos hipócritas e pseudo-intelectuais.

Mesmo com a morte do Marcelo Fogaça. lhe garanto, Sr. Humberto Trezzi, que continuaremos da mesma forma destemida e "de valentia" e sabe o porquê? Por que é assim mesmo, historicamente sem equipamentos, viaturas, efetivo, etc, mas com o risco da própria vida a sociedade, ainda que ingratamente, precisa de nosso sangue".

1º Tenente Renato Andrade

Comandante do Pelotão de Operações Especiais 11º BPM.

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